Pular para o conteúdo principal

Sono ( Pris Jardim)


Te olho deitado...
... cansado
Do meu lado está
Dorme um sono de anjo
Dorme e suspira
Parece um gato a ronronar
Te olho e imagino
- O que deves sonhar?
Não sei...
... pena que contigo não posso estar.
Suspiro e te faço um carinho
Sinto um certo suspiro
Um leve sorriso no seu rosto está
Logo se vira e permanece a sonhar
Fico ali 
Calada te olhando
Te velando
Até meu sono chegar.

Pris Jardim 

Comentários

ValeriaC disse…
Que meigo poema amiga...que coisa mais boa olharmos o sono de quem amamos...
Tenha um final de semana divino...beijinhos
Valéria
Claúdia Luz disse…
Boa noite !!

Achei delicado !!

Um bom carnaval !! Beijos !!

Postagens mais visitadas deste blog

Poema de Cora Coralina

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. Cora Coralina

A Criança e o Adulto

A criança brinca com seu brinquedo distraída, o adulto olha atento a criança que está brincando e perdida em seus pensamentos.
Seus pensamentos na verdade são sonhos, enquanto brinca realiza o desejo de um futuro certo para ela.
O adulto olha a criança e se lembra de quando era criança, de seus sonhos e certezas e de como tudo ficou diferente e pensa: " Santa ingenuidade que nos faz tão bem, bom seria ser criança que não pensa, só brinca".
A criança olha o adulto e pensa: "Que bom que seus sonhos se realizaram e ele agora só pensa que tudo deu certo".
Ambos se entre olham e sorriem, a criança volta a brincar e a sonhar e o adulto volta a observar a criança e a suspirar: " Santa ingenuidade".

Pris Jardim

Soneto LXVI

Não te quero senão porque te quero e de querer-te a não querer-te chego e de esperar-te quando não te espero passa meu coração do frio ao fogo.
Quero-te apenas porque a ti eu quero, a ti odeio sem fim e, odiando-te, te suplico, e a medida do meu amor viajante é não ver-te e amar-te como um cego.
Consumirá talvez a luz de Janeiro, o seu raio cruel, meu coração inteiro, roubando-me a chave do sossego.
Nesta história apenas eu morro e morrerei de amor porque te quero, porque te quero, amor, a sangue e fogo.
Pablo Neruda