quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Metas para 2012


1)   Não arrumar problemas.
 

2)        Encarar desafios.
 


 

3)        Concentrar-se no trabalho. 

 

4)        Fazer exercícios
.




5)        Ajudar o próximo
.

 

6)        Cuidar dos amigos. 

 

7)        Estar preparado para dias difíceis.


 

8)        Descansar mais.



  
9)        Acreditar que nada é impossível.


 



e... 

10)        Sorrir sempre.



FELIZ 2012

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE NATAL






Quisera Senhor, neste Natal armar uma árvore dentro do meu coração e nela pendurar, em vez de presentes os nomes de todos os meus amigos.
Os antigos e os mais recentes. Aqueles que vejo a cada dia e os que raramente encontro.
Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que sem querer eu magoei, ou sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas as aparências.
Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes de todos que já passaram por minha vida.
Uma árvore de raiz muito profunda para que seus nomes nunca mais sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos, para que novos nomes vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes. De sombras muito agradáveis para que nossa amizade seja um aumento de repouso nas
lutas da vida.

Que o Natal esteja vivo em cada dia do ano que se inicia, para que possamos viver juntos o amor.
Autor Desconhecido

Um Lindo Natal pra todos!!
Pris Jardim

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Prazer da Vitória



Como é bom vencer
Como é saboroso...
...o sabor da vitória
Quando superamos a nós mesmos
Quando destruímos obstáculos
Quando vencemos nossos medos
Como é doce a sensação de dever cumprido
Cumprir algo que nem ao menos...
… sabíamos que eramos capazes
Capaz de fazer, capaz de saber
E de repente tudo se mostra fácil
Atingível, conquistável
Como é bom o prazer da vitória
Vitória sobre você
Vitória sobre seus medos
Vitória na vida!

Pris Jardim

sábado, 19 de novembro de 2011

Felicidade e Riscos



Feliz é aquele que saboreia quando come, enxerga quando olha, dorme quando deita, compreende quando reflete, aceita-se e aceita a vida como ela é.

Há quem diga que felicidade depende, antes de tudo, de bastar-se a si próprio; de não depender de ajuda, de opinião e, sobretudo, de não se deixar influenciar por ninguém.

Será mesmo? Você pode imaginar uma pessoa assim?

Lao Tzé dizia: "Grande amor, grande sofrimento; pequeno amor, pequeno sofrimento; não amor, não sofrimento".

Pode imaginar você um homem sem paixão, sem desejos? A felicidade, entendida assim, não seria apenas um engôdo, algo contra a natureza humana?

Evidentemente! Sem amor, sem paixão, que sentido teria a existência?

A felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade.

Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência.

O homem feliz aceita ser vulnerável. O homem feliz aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco sua própria felicidade.

É a condição do amor e de todas as relações humanas, sem o que a vida não teria sentido.

Autor Desconhecido

domingo, 4 de setembro de 2011

Soneto de Fidelidade



De tudo ao meu amor serei atento.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto.
Que mesmo em face do maior encanto.
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento.
E em seu louvor hei de espalhar meu canto.
E rir meu riso e derramar meu pranto.
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure.
Quem sabe a morte, a angústia de quem vive.
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama.
Mas que seja, infinito enquanto dure .
 
(Vinícius de Moraes)

sábado, 27 de agosto de 2011

Em Torno da Felicidade



Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si á vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação á felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, começe a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você
haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

Se voce parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para a vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.
 

sábado, 13 de agosto de 2011

Homenagem ao Dia dos Pais



Meu Grande Amor

Pai palavra doce e bonita.
Pessoa de fibra, coragem eu amo amar você.
Na vida às vezes a gente por medo ou vergonha deixamos de dizer
o que sentimos e às vezes isso pode ser ruim, pois quando você
desejar dizer já pode ser tarde demais, por isso que eu todos os dias demosntro,
falo e assumo que você é a razão de meu viver, és meu grande amor,
amigo, confidente enfim você é tudo para mim.
Te amo mais que tudo nesta vida e obrigado pelos conselhos,
pelas lágrimas que não deixastes cair, pelo abraço, pelo beijo,
pelo sono velado. Meu herói especial beijos e feliz dia dos pais .
Obrigado por ser esta pessoa maravilhosa...

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Que é a Felicidade?



Texto de Roberto Shinyashiki

Quando eu era criança, sentia-me muito infeliz. Havia tantas coisas que queria fazer e não podia! Quando me sentia frustrado, pensava no dia em que entraria na escola. Seria então muito feliz. Quando entrei no primário, percebi que ainda faltavam muitas coisas para ser feliz. Então achei que, quando passasse para o ginásio, seria totalmente feliz.

Mas também não foi assim. Imaginei que, quando subisse um pouco mais os degraus do conhecimento e fosse para o colegial, finalmente seria feliz. Mas minha insatisfação continuou. Ah, mas quando entrasse na faculdade de medicina a felicidade viria inevitavelmente. Outra frustração. Os problemas continuavam e a angústia aumentava. Quando me tornasse médico, pensei, alcançaria a felicidade. Teria poder, dinheiro, as pessoas me respeitariam e, dali em diante, tudo daria certo para mim.

Demorou, mas acabei percebendo que não era desse jeito que a vida funcionava. Não havia um momento definitivo de felicidade.

Então conclui que a felicidade não existia. Até que um professor me disse que não existia felicidade, mas apenas momentos felizes, e que nós tínhamos de aproveitá-los para poder desfrutar a vida o melhor possível. “É isso mesmo!”, pensei. Nos momentos em que vivia o amor ou conseguia uma vitória no trabalho, me sentia bem. Felicidade devia ser algo parecido com isso. Esses momentos me davam a sensação de paz, tranqüilidade, e isso devia ser a felicidade. Entretanto, depois de algum tempo, percebi que faltava alguma coisa mais. Não era possível que felicidade fosse só aquilo. Tanta luta por tão pouca recompensa!

Em um momento da vida achei que tinha conquistado tudo o que imaginei ser possível para me tornar feliz. Mas eu vivia frustrado, perguntava-me se a vida era só uma coletânea de momentos. Como sempre fui muito religioso, não acreditava que o Criador fosse capaz de me mandar para essa viagem por tão pouco. Deveria haver algo mais. Assim, decidi ir para o Oriente conversar com os mestres e saber o que eles pensavam a respeito da felicidade.

Fui para o Nepal, mais exatamente para um mosteiro budista nos arredores de Katmandu. Chegar àquele lugar já foi uma epopéia. Uma viagem de avião até Londres, outra até Nova Délhi e mais uma até Katmandu.

Um amigo havia me indicado um mestre que vivia ali. Instalei-me em um hotel e saí à procura do mosteiro. Na portaria, a pessoa que me atendeu disse que ele iria me receber às 9 horas da manhã seguinte. Naquela noite praticamente não dormi. Fiquei excitado com a possibilidade de me ser revelado o segredo da felicidade. Saí ainda de madrugada do hotel, na esperança de o mestre estar disponível e poder conversar mais cedo comigo. Fiquei esperando até que, por volta de 9 horas, uma mulher que falava inglês com sotaque francês entrou na sala.

Imaginei que me levaria ao mestre. Acompanhou-me até uma sala, estendeu uma almofada e pediu para que me sentasse a sua frente. Era uma moça morena, jovem, muito bonita, a quem pedi:
— Quero falar com o mestre.

Ela então me respondeu:

— Eu sou o mestre.

Não consegui esconder meu desapontamento e raciocinei: “Viajei tanto para chegar até aqui e conversar com um mestre de verdade, e me aparece uma mestra francesa!

Todo mundo procura um mestre velhinho, oriental, com longas barbas. Não uma mulher jovem e bonita, que nem nasceu no Oriente!”

Resolvi insistir: — Você não entendeu direito, quero falar com o mestre.

E novamente ela me respondeu: — Eu sou o mestre.

Então pensei: “Vou fazer uma pergunta bem difícil para que ela se sinta embaraçada e me leve ao mestre de verdade”.

— O que é budismo? — perguntei.

Tranqüilamente, ela me respondeu:

— A base do budismo é o fato de que todo ser humano sofre. Pensei comigo mesmo: “Não é possível. Saio da cultura ocidental, que prega o sofrimento como base da purificação e da sabedoria, e aqui ouço que a base do budismo é o sofrimento?”

Não satisfeito, resolvi fazer uma pergunta ainda mais difícil para que ela não soubesse a resposta e me levasse ao verdadeiro mestre:

— E por que os seres humanos sofrem?

— Porque são ignorantes — ela respondeu.

Pensei: “Bem, se são ignorantes, deve haver alguma coisa que não saibam e que talvez seja a resposta para o que estou procurando”.

— E qual é o conhecimento que nos falta? — arrisquei.

— O que precisamos ter é a compreensão de que as coisas na nossa vida são dinâmicas e fluidas. Quando o ser humano está feliz bloqueia a felicidade, pois deseja a eternidade para esse momento. Torna-se rígido, com medo de que o prazer acabe. Quando está infeliz, julga que o sofrimento não terá fim, mergulha na sombra, e assim amplia sua dor.

A mestra continuou:

— Como as ondas do mar, a vida é dinâmica. É tão certa a subida quanto a descida. Cada momento tem sua beleza. No prazer nós nos expandimos e na dor nos contraímos. Um movimento é complementar ao outro. Saber apreciar a alegria e a dor constitui a base da felicidade. Você não pode ser feliz somente quando tem prazer, pois perderá o maior aprendizado da existência. Você deve descobrir um jeito de ser feliz na experiência dolorida porque ela carrega a oportunidade de desenvolvimento.

À medida que a mestra falava, meu queixo caía. Como ela tinha atingido tanta sabedoria? Por que eu não havia chegado antes àquelas conclusões? Será que, finalmente, iria conhecer o segredo da felicidade?

E ela continuava a me ensinar:

— Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua. Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo isso enriquece a existência. A vida não acontece somente dentro de uma casa, de uma cidade, de um país: ela tem de ser experimentada dentro do universo. A felicidade é um jeito de viver, é uma conduta, é uma maneira de estar agradecido ao sol, à lua, a quem lhe estende a mão e também a quem o abandona, pois certamente nesse abandono está a possibilidade de você descobrir a força que existe em seu interior. A felicidade não é o que as pessoas têm, mas o que elas fazem com isso. Por esse motivo há pessoas que, apesar de ter bens materiais, de ser bem relacionadas, com filhos saudáveis, ainda assim se sentem angustiadas e deprimidas.

Encantado com suas palavras, consegui apenas balbuciar antes de sair:
— Obrigado, mestra!

No caminho de volta, fiquei pensando: A felicidade não é o que acontece na nossa vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas.



Texto recebido por e-mail pela minha amiga Lucinha do blog  http://luciafortaleza2.blogspot.com/

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Floresça



No principio da vida todos são iniciados como sementes...
Quando o primeiro broto surge, o Mundo é apresentado a ele...
e muitas vezes os brotos se perguntam: "Como brotei?"
Outros nem sequer se dão conta.
Vivencie o broto do momento...
Flua nesse brotar...
Cultive com amor o seu território,
não deixe as ervas daninhas, construídas de sua própria ilusão,
interferirem no seu crescimento...
Vivencie este crescimento...
Assim você será uma bonita árvore
cheia de sabedoria e amor a oferecer...
Sinta a necessidade do coração
e vá em frente escalando a divindade do seu Ser...
Acredite, o supremo mora em vc...
Brote! Cresça! Sinta se vc está crescendo no caminho certo,
identifique, faça o movimento verdadeiro para que sua árvore não mingue.
Florescer na vida é florescer no hoje, no agora e no amanhã!
Floresça a sua vida, simplesmente floresça!

Autor Desconhecido

sábado, 9 de julho de 2011

As Cores dos Amigos



Amigos são "cores", cada qual com seu matiz, e um jeitão sempre muito marcante. 
Há o Amigo "cor verde" : É aquele que em tudo ressalta a beleza da Vida e põe esperança nela. Ergue-nos! 
Há o Amigo "cor azul" : Ele sempre traz palavras de paz e de serenidade, dando-nos a impressão, ao ouvi-lo, que estamos em contato direto com o céu ou com o profundo azul do mar. Ele nos eleva! 
Há o Amigo "cor amarela" : Ele nos aquece, assim como o sol; faz-nos rir, sorrir e enxergar o amarelo brilho das estrelas bem ao alcance das nossas mãos. 
Há o Amigo "cor laranja" : Ele nos traz a sensação de vigor, saúde, enriquece nosso espírito com energias que são verdadeiras vitaminas para o nosso crescimento. 
Há o Amigo "cor vermelha" : É aquele que domina as regras de viver, é como nosso sangue. Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem. É pródigo em palavras apaixonadas e repletas de caloroso amor. 
Há o Amigo "cor roxa" : Ele traz à tona nossa essência majestosa, como a dos reis e dos magos. Suas palavras têm nobreza, autoridade e sabedoria. 
Há o Amigo "cor cinza" : Ele nos ensina o silêncio, a interiorização e o auto-conhecimento. É um indutor a pensamentos e reflexões. Ajuda a nos aprofundar em nós mesmos. 
Há o Amigo "cor preta" : Ele é mestre em mostrar nosso lado mais obscuro, com palavras geralmente duras, atinge-nos sem "anestesia" e, com boas intenções, leva-nos a melhor considerar nossas atitudes perante a vida. ... E há o Amigo "cor branca" : Esse é uma mistura de todos. é aquele que "saca" um pouco de cada um e nos revela verdades nascidas da vivência e da incorporação de conhecimentos. Ele nos prova que, não só ele, mas também todos os outros, têm verdades aprendidas para partilhar conosco. Se reunirmos a todos num Grande Encontro, veremos um arco-íris de Amor e de Amizade.


Autor Desconhecido 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Se Anjos Existem

Se anjos existem,


encontramo-los nas amizades que persistem...

Cada amizade encontrada ao léu,

é como um anjo que desceu do céu...



Amizades que surgem para nos ajudar,

para nos fazer a vida melhor apreciar,

que nos fazem agora e sempre acreditar

que tudo sempre pode melhorar...



Se todos no mundo entendessem

o valor de uma amizade verdadeira,

não fariam tanta besteira,

e não deixariam que tantas

coisas acontecessem...



Amigos não enxergam apenas as qualidades,

embora delas todos tenham necessidade...

Amigos convivem com nossos defeitos,

porque somos humanos,

portanto, imperfeitos...



Aceitam-nos, e nos aceitam,

como os seus aceitamos,

e os aceitamos também...



Esses anjos não dispõe de asas,

nem tampouco caminham sobre brasas,

mas tem em sua alma um doce sentimento

que nos conforta em momentos de lamento,

e lhes damos toda essa reciprocidade,

sempre querendo sua felicidade...



Assim, todos somos anjos,

pois não creio que possa haver alguém

que não tenha uma amizade sequer,

em cujo ombro possa se consolar,

em cujo coração possa habitar...



Todos somos anjos neste mundo,

bastando-nos desenvolver

esse sentimento profundo...

UMA TERNA E ETERNA AMIZADE.



Autor Desconhecido

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nossas Vidas - Parte Final ( Pris Jardim)


Em uma tarde quente de verão enquanto estava passeando pela beira do mar, ouvi ao longe uma voz conhecida me chamando, por um momento não acreditei e quando chamou novamente eu olhei, era o Marcelo, meu irmão tão querido vindo em minha direção. Mal pude acreditar corri para os braços dele como fazia quando criança e sempre que chegava de viajem. Nos abraçamos fortemente.
  • Marcelo meu querido, pensei que nunca mais o veria.- Disse beijando-o muito e com os olhos cheios de água.
  • Calma minha querida, eu já estou velho, assim você vai me matar.- Disse ele dando uma gostosa gargalhada.
  • Marcelo, o que faz aqui?
  • Vim passar o Natal com minha irmãzinha, não posso?
  • Passar o Natal, que felicidade, já estava pensando como ia ser triste passar o Natal aqui sozinha, sempre passamos com nossos avós, que alegria!
  • É minha querida e não vim sozinho, Matheus veio comigo, afinal não ia deixar meu filhão sozinho.
  • Nossa Marcelo, nem posso imaginar, um Natal em família como nos velhos tempos.
  • Vamos então quero ver meu sobrinho que vi bebê.
  • Calma minha querida, antes precisamos conversar um pouco, vamos nos sentar.
Não gostei muito quando Marcelo preferiu conversar antes de irmos, se ele não queria falar na frente do filho é porque podia ser coisa grave.
  • Fale meu irmão, estou ouvindo.
  • Primeiro quero que saiba que fiquei muito feliz por você ter vindo pra cá, mas existem algumas coisas que você precisa saber antes de voltarmos.
  • Pode falar, nada mais me magoa.
  • Na sua carta você pedia notícias de nossos irmãos ,pois bem vamos lá, nossa irmã Vanessa se casou com um milionário e foi morar na França, como ela diz, na terra da moda, ela está feliz, não tem filhos, não sei se não pode ou não quer, ela vem uma vez por ano para ver nossos pais, e só.
  • Nosso irmão se casou com uma moça de boa família e finge que trabalha com o pai dela, ele se esforça, mas gosta mesmo é da boa vida, tem 2 filhos um 9 e outro 8, são uns amores estão sempre lá em casa alegrando a todos.
Eu ouvia calada e bebia cada palavra que ele pronunciava, mas estava ansiosa por noticias de nossos pais.
  • Como você sabe, nossos pais sofreram muito com tudo o que aconteceu, mas antes de falar deles, nossa outra irmã, Juliana, se casou com um homem que amava demais, mas ela não, viram bem por um tempo, mas hoje vivem de aparecias e devido a uma tuberculose que ela teve, não pode ter filhos.
  • Nossa Marcelo, tadinha, eu não imaginei que ela ficaria assim se seu soubesse...
  • Você não podia saber, ela podia ter viajado e esperado para encontrar um novo amor, ela era nova, não tinha necessidade de fazer o que fez.
  • Carla minha querida, nessa vida levamos aquilo que plantamos e não devemos culpar aos outros por nossos fracassos.Você mesma, foi abandonada, tiraram seus filhos e você está bem e feliz, assim espero.
  • Você está certo, só me falta ter meus filhos.
  • Mas esse é o preço que você pagou pela loucura que fez, mas não estou aqui para julga-la.
  • Agora nossos pais.
Quando ele disse isso me deu frio na barriga, não sabia o que estava por vir.
  • Nossos pais estão bem velhos, sofreram muito por sua causa e por causa da sociedade que é cruel e foi muito cruel, papai perdeu alguns negócios importantes, mas com minha ajuda e ajuda do tempo conseguimos nos reerguer sem muitos problemas, mas agora já não ligam mais para sociedade e querem te rever.
Meus olhos encheram-se de lágrimas, finalmente eu ia poder rever meus pais, abraça-los e pedir perdão por te-los feito sofrer tanto.
  • E quando vamos para São Paulo para eu vê-los?
  • Você não vai para São Paulo, eles viram comigo para passarmos o Natal com você.
  • Não acredito, eles estão aqui, então vamos logo pra casa quero abraça-los e beija-los muito.
Marcelo concordou fomos pra casa. Quando chegamos sentimos do portão o cheirinho da comida da Odete que já havia preparado um jantar de boas vindas para meus pais , meu irmão e sobrinho.
Entrei abracei-os forte pedi desculpas, choramos, mas depois jantamos uma deciliosa lazanha feita pela Odeta.
Na tarde de Natal recebi uma carta de meus filhos que li com lágrimas nos olhos, as cartas estavam cheias amor e carinho e com a promessa de eles virem me ver qualquer dia. Esse foi realmente meu presente de Natal, saber que poderia voltar a ver meus filhos, rever meus pais, meu sobrinho e meu querido irmão. Eles voltariam para passar o Ano Novo com meus outros irmãos que não me perdoaram e eu nem podia pedir isso a eles. Foi um dos meus melhores Natais.
Na tarde anterior da partida dos meus familiares fui caminhar na praia com Marcelo.
  • Meu querido irmão, obrigada pelo seu amor por mim, foi ele que me colocou de pé novamente, na verdade foi a raiva misturada com o amor que sempre senti por você, não amor de homem e mulher, mas amor de irmão.
  • Eu sei minha querida que nunca ficaria comigo, que sempre amei sozinho, e não seria capaz de cobra-la um amor que era só meu, mas fui feliz em meu casamento, tenho um belo filho, que me enche de orgulho e te vendo bem me basta.
  • Meu irmão nunca vou poder retribuir a você tanto amor e nem por todo o bem que você me fez.
  • Minha querida essa é minha vida, nasci pra cuidar de você.
  • Meu querido essa é nossas vidas.

Fim!!!

Conto escrito por: Pris Jardim

domingo, 12 de junho de 2011

Nossas Vidas 12º Parte ( Pris Jardim)

A casa estava do mesmo jeito que da última vez que estivi ali. Estava tão cansada que não pensei muito fui dormir no mesmo quarto que dormia quando ia passar as féria, ele era amplo e a janela dava para o jardim e era nele que iria ficar.
Na manhã seguinte fui acordada com batidas na porta da frente me assustei afinal ninguém sabia que eu já tinha chegado, desci rápido as escadas e fui abrir a porta.
-Bom dia! É a senhora Carla eu imagino?
-Sou eu mesma e você quem é? 
-Sou a copeira que seu irmão Marcelo contratou para ajuda-la na arrumação e cuidar da comida- me disse aquela senhora de sorriso larga e gentil e antes mesmo de eu dizer qualquer coisa ela já foi entrando e se rumou para a cozinha eu fechei a porta e fui atras dela.
-Meu irmão não me falou sobre você. Como se chama? 
-Meu nome é Odete, fui copeira dele por alguns anos, até a morte de sua esposa, depois ele e seu filho foram morar com sua mãe, aí ele me trouxe pra cá e disse que era pra eu manter a casa sempre limpa e arrumada que um dia a senhora viria para cá, eu confesso que já não acreditava mais que um dia a senhora viria.
Ela ia falando tudo tão de pressa que eu mal podia entender tudo.
-Está bem, mas vai com calma, minha cunhada faleceu?
-Sim senhora pneumonia braba a senhora não sabia? 
-Não, já a algum tempo que não tenho contato com ele.
-Pois é, o pobrezinho ficou mal, numa tristeza só, então resolveu ir morar com seus pais. O menino já é moço feito está fazendo faculdade de direito e logo vai tomar a frente a nos negócios, é um orgulho para todos naquela casa.

Ela ia falando e sem eu perceber fez o café arrumou a mesa e me serviu, tudo tão rápido. Eu tomei meu café e ela continuou falando que já estava morando na casa dos empregados a pelo menos 3 anos que era viúva e que nós iriamos nos dar muito bem. Para mim foi tudo tão novo e inusitado, a tempos eu não conversava com alguém tão agradável.
Tomei meu café e subi para me trocar. No quarto escrevi uma carta para o Marcelo agradecendo por tudo e informando da minha chegada, desci e fui pedir para Odete colocar a carta no correio pra mim, afinal foram tantos anos sem pisar em terras cariocas que nem sabia mais onde encontrar nada.
-Odete, será que você poderia colocar essa carta no correio pra mim, é que não sei onde fica?
-Não se preocupe senhora Carla, hoje de manhã antes de acordá-la já fui ao correio e mandei uma carta dizendo para seu irmão que a senhora finalmente chegou. 
-Mas como assim?
-Eu ouvi quando a senhora chegou ontem a tarde e escrevi para ele como ele havia me pedido e hoje antes de acordá-la postei no correio. 
-Nossa assim vou ficar mal acostumada.
-Mas eu estou aqui pra isso, aproposito o almoço já está no fogo, tem alguma coisa em especial que a senhora queira? 
-Não, o que você fizer estará bem feito. Só uma coisa, você também cuidou do jardim?
-Por que? A Senhora não gostou das flores? 
-Eu adorei, é que muito serviço para uma pessoa só.
-Senhora, 3 anos morando aqui sozinha, me deram muito tempo pra muita coisa.
Ela disse rindo com uma simplicidade.
Eu estava feliz em minha nova casa, Odete era uma pessoa muito agradável e logo pedi a ela que viesse morar junto comigo, não havia razão dela morar na casa dos empregados enquanto eu morava em uma mansão sozinha, eram tantos os quartos que dava para se perder.
Toda tarde eu gostava de ir até a praia e ver o pôr do sol, imaginava aonde meus filhos estavam, sabia que estavam bem, pois sempre me mandavam cartas, escritas por eles, as meninas Clara e Lara 7 e 8 anos, ainda estavam aprendendo a escrever, mas mesmo assim faziam questão de cada uma escrever a sua, o Thiago meu primogênito, já tinha seus 10 anos e sabia se expressar muito bem.
Do Rodolfo, quase não tinha noticias, mas também não me importava em saber, queria saber dos meus filhos e ficava vendo a tarde cair e imaginando o que eles estavam fazendo naquele momento, que seria bom te-los ali comigo vendo aquela maravilha de Deus.

Continua...

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nossas Vidas 11º Parte ( Pris Jardim)


No dia seguinte resolvi que não mais ficaria parada vendo minha vida passar sem nada fazer por ela. Desde que nasci sempre me disseram o que fazer e a única vez que fiz alguma coisa pela minha cabeça tinha terminado do jeito que terminou, então resolvi recomeçar.
Escrevi uma carta para o Marcelo pedindo notícias e contando as últimas que me aconteceram. Contei também que só agora havia lido a carta e enviei, sem saber se obteria respostas.
Enquanto aguardava a resposta, peguei parte do dinheiro que o Rodolfo me mandará fui a cidade e comprei alguns vestidos novos, arrendei parte das minhas terras para o fazendeiro vizinho para a criação de gado. Fiquei com pedaço bom para minha horta e meu jardim, assim teria dinheiro e menos trabalho.
Não queria mais saber de amar, queria passar os meus dias ali aonde um dia fui muito feliz. Escrevi uma carta para o Rodolfo e esperei até o dia do mensageiro dele me trazer o dinheiro, isso se realmente aquele homem voltaria.
Na carta disse para Rodolfo ser feliz, mas que se eu não pudesse ver mais meus filhos que pelo menos ele me mandasse notícias deles, caso ao contrário eu iria até o inferno atras deles.
Em uma bela tarde de primavera, estava sentada em frente da casa olhando minhas rosas abrirem, quanto chegou correspondencia para mim. Era Marcelo que respoderá a carta. Fiquei feliz por ter contato com ele que até esqueci da raiva.
Na verdade a carta não dizia muita coisa, só dizia que nossos avós paternos haviam falecidos já a algum tempo e que a casa deles tinha ficado para mim e que a mesma estava abandonada a tempos esperando por mim. Dizia ainda que já sabia do Rodolfo e que ficará muito feliz e aliviado com noticias minhas e que se eu resolvesse ir para o Rio de Janeiro era para eu avisa-lo.
Achei estranho, pois não tinha noticias de nossos pais nem de nossos irmãos, mas fiquei feliz porque adorava aquela casa que ficava bem perto da praia e mais feliz por meus ávos me perdoarem e deixarem a casa para mim.
Então escrevi nova carta para Rodolfo dando conta do meu novo endereço e outra para Marcelo dizendo que iria assim que possível e chegando no Rio daria notícias, não perguntei mais pelos meus pais, já que ele não falou, também não perguntaria.Fui conversar com meu vizinho afim de saber se ele não queria arrendar toda a fazenda, já que não podia vender por que não tinha a escritura, ele aceitou e combinamos que assim que fosse para o Rio então ele poderia tomar contar e todo mês ele me mandaria uma quantia em dinheiro, assim não precisaria me preocupar em como me sustentar, uma vez que já estava com uma certa idade e seria difícil arrumar um emprego.
Estava tudo acertado em minha vida, mas eu ainda tinha que esperar o mensageiro, não queria correr o risco dele vir e eu não estar.
Alguns dias depois o mensageiro finalmente apareceu com aquele olhar vazio me entregou outro envelope sem dizer palavra e já foi saindo. Antes que se fosse entreguei o envelope à ele e lhe disse:
  • Por favor, entregue esse para o senhor Rodolfo.
Ele entrou na carruagem e se foi e assim 4 dias depois eu me mudei para o Rio de Janeiro em busca de uma nova vida.
Cheguei na antiga casa de meus avós e para minha surpresa ela estava limpa e arrumada, o jardim bem cuidado... não esperava por isso, afinal Marcelo disse que ela estava a minha espera por anos, imaginei encontrar tudo em ruínas.
Entrei e fui me instalar.

Continua... 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Nossa Vidas- 10º Parte ( Pris Jardim)

        
        - Senhora Carla?
                    _ Sim sou eu.
      _Eu sou empregado do senhor Rodolfo, ele me pediu pra vir buscar as crianças e lhe entregar esse bilhete.
Peguei a carta, minha mão tremia muito, mas abri o bilhete e li:
       - Meu amor, mande as crianças pelo José, em breve vou mandar buscar-lhe também, e assim que der vou lhe ver.
       - Me desculpe pela demora, mas meu pai está muito doente.
Eu lia aquilo e não acreditava no que eu estava lendo, finalmente nossas vidas voltariam ao normal.
Mandei as crianças e fiquei esperando o dia de me juntar a eles.
Algumas semanas se passaram, e a cada dia meu coração me dizia que ele nunca mais voltaria, mas conservava a esperança que um dia Rodolfo voltaria para me buscar.
Numa tarde fria de inverno parou uma carruagem em minha porta, eu me levantei do sofá, onde estava tomando um chá para tentar me esquentar, quando bateram à porta.
Meu coração disparou, pensei- Meu amor veio me buscar.
-      Senhora Carla, boa tarde.
-      Boa tarde José.- Mal podia disfarçar minha decepção.
-      Trago essa carta do senhor Rodolfo para a senhora.
Ele me entregou a carta e foi saindo, eu ali parada sem entender direito o que estava acontecendo gritei para aquele homem:
-      Espere, onde está o Rodolfo?
Com um olhar distante ele me respondeu:
-      Essa informação eu não estou autorizado a dar, mas a carta explica tudo.
Ele se virou, entrou na carruagem e se foi sem dizer mais nenhuma palavra.
Fiquei ali olhando  a carruagem se afastar com a carta na mão sem saber ao certo o que fazer, então resolvi abri-la, nela dizia:
      
Carla, o tempo que passamos juntos foi bom, te agradeço pelos nossos belos filhos que você soube educar bem.
      Dentro desse envelope existe uma quantia em dinheiro que  acredito de para você se manter por algum tempo, pode ficar com a casa que você gosta tanto, sempre vou lhe enviar algum dinheiro, você não vai morrer de fome,isso te prometo.
      Meu pai faleceu e minha mãe pediu que eu ficasse com ela e ela adora nossos filhos, mas infelizmente ela não te aceita, eu por outro lado preciso de uma companheira, como não somos casados de fato vou me casar com a filha de um fazendeiro amigo de meus pais. Não se preocupe, ela adora nossos filhos e vai cuidar deles como se fosse dela.
   Não me procure, nem tente rever nossos filhos, pois estou fora do país.
   Seja feliz e recomece sua vida.
                                                              Rodolfo.

Cai sentada na frente da porta, parecia que haviam enfiando um punhal em meu peito. Meu amor iria se casar com outra, não veria mais meus filhos, ele me mandaria dinheiro...
Minha cabeça rodava, eu não podia acreditar que depois de tantas coisas que passamos agora ele me deixará só, sem meus filhos, sem minha família, chorei tanto sentada ali na soleira da porta que nem vi que escurecerá.
Fiquei alguns dias sem ter coragem nem de me levantar, afinal levantar pra que, pra que viver. Tudo havia perdido o sentido para mim.
No meio desse carrossel de emoções, pensando se valia a pena viver, recomeçar... buscando algum motivo para seguir lembrei-me da carta que meu irmão Marcelo havia me deixado, fui procurá-la.
Depois de algum tempo a encontrei, estava amarelada e meio amassada, afinal já haviam se passado 10 anos.
Sentei-me no sofá velho da sala e comecei a lê-la.
Ela começava assim:

Querida irmã, sinto muito por tudo o que aconteceu, e que de certa forma fora culpa minha. Não sou teu irmão de sangue e sim fruto de uma traição de um amigo de nosso pai, que vendo o amigo em maus lençóis decidiu ajudá-lo e nossa mãe como até o momento não tinha ainda conseguido engravidar resolveu aceitar aquela situação, afinal não tinha outra escolha, então viajaram e assim que a criança nasceu eles voltaram já com o bebê o que não gerou nenhuma desconfiança da sociedade.
Eu sempre te amei e quando descobri essa história por acaso, pois ouvi certa vez uma briga de nosso pai com seu amigo, nosso pai dizia:
Como pode você vir aqui e querer seu filho de volta o filho é meu ponhasse daqui pra fora.  Ele disse aos berros, bem ao estilo do papai.
Quando o amigo se foi eu entrei e cobrei explicações, afinal eu estava feliz por não estar em pecado como pensava.
Foi aí que papai descobriu meus sentimentos por você e me proibiu de contar pra quem quer que fosse e foi aí que começaram suas viagens, afim de tirá-la de perto de mim.Mas quanto mais tempo passava longe de você mais eu a amava, por isso sou culpado por sua infelicidade.
 Nosso pai pensando que você estaria melhor longe só criou mais confusão e sua infelicidade.
Quero que saíba que o papai te ama muito, ele chora toda noite, a mamãe também te ama e já te perdoou.
Agora que você sabe toda a verdade peço que me perdoe.
Estou deixando um numero para nos correspondermos sem que ninguém saiba, assim posso ajudá-la no que for preciso e te manter informada das coisas da família.

Carinhosamente seu irmão Marcelo.

  Ao terminar de ler mais uma vez me senti sem chão, busquei naquela carta um motivo para continuar a viver e só encontrei mentiras de uma vida inteira que de um certo modo ajudaram acabar com minha vida.
Odiava o papai por eu não parar em casa, odiava o Marcelo por ter me contado tudo aquilo, e agora o que fazer com essa informação e aquele número depois de tantos anos será que ainda existia, eram tantas coisas tantas perguntas, fiquei horas pensando em tudo aquilo e no que fazer que acabei por adormecer no sofá.

Continua...

domingo, 29 de maio de 2011

Nossa Vidas- 9º Parte ( Pris Jardim)


- Se tiver alguém aqui que possa impedir que esse casal se case que fale agora ou se cale para sempre.
-Eu tenho padre- Todos olharam para Silas- Ele não ama essa mulher ele ama a irmã dela.
O chão sumiu debaixo dos meus pés, Rodolfo me olhou e nossos olhares então falaram por nós, sem dizer palavra, Rodolfo saiu do altar e veio em minha direção, me pegou pelo braço e saímos os dois correndo dali.
No fundo ouvíamos as pessoas gritando,xingando , choros, mas naquele momento não pensei em ninguém, só em mim. Já havia perdido muito tempo da minha vida pensando nos outros e agora que tinha meu amor ao meu lado o mundo podia acabar que eu não iria ligar.
Fugimos dali para um sítio que Rodolfo tinha herdado de um tio seu no interior de São Paulo.
Por alguns dias foi mágico, ninguém tinha vindo atrás de nós até que um dia batem a porta quando eu abri quase morri, era meu pai.
-Papai, o que faz aqui?
-Você ainda pergunta sua desavergonhada.
-Por favor papai, não fale assim comigo.
Ele entrou e então vi que Marcelo tinha vindo com ele, os dois entraram e meu pai foi direto ao assunto.
- Só estou aqui pra lhe informar que a partir de hoje você não é mais minha filha, que sua mãe e sua irmã quase morreram de vergonha e que você não deve nunca mais nos procurar.
- Mas papai, não é justo, fiz a coisa errada sim, mas se eu não tivesse que viajar tanto, nada disso teria acontecido, a culpa também é do senhor e...
Não terminei a frase, meu pai me deu um tapa no rosto que quase fui ao chão se não fosse por meu irmão...
-E fosse ainda me culpa, você e esse rapaz são dois irresponsáveis, como puderam fazer isso com a Juliana? Vocês só pensaram no que queriam, agora vocês vão poder ficar juntos, vivendo o amor de vocês, mas na miséria, porque enquanto eu estou aqui falando com você o pai dele está tendo a mesma conversa com ele.
Essas palavras caíram como uma bomba em minha vida, nunca fui de luxo, mas Rodolfo presava muito as regalias que seu dinheiro podia te dar.
 Meu pai saiu sem me dizer mais nada, meu irmão quando saiu me entrou uma carta, sem que meu pai pudesse ver e se foram.
Quando Rodolfo voltou me contou que ele agora só tinha aquela casa e aquelas terras, nada mais, eu estava tão surpresa com tudo aquilo que nem abri a carta, guardei no meu das minhas roupas que meu pai havia me trazido junto com a noticia.
O tempo foi passando tive três filhos, mas minha vida piorava a cada dia por causa do meu remorso e da distancia de Rodolfo. Ele me culpava por tudo, não gostava de trabalhar e eu cuidava sozinha da horta que vendia pra ter algum dinheiro e para nunca faltar comida aos nossos filhos.
Depois de alguns anos fiquei sabendo que Juliana havia se casado com Guilherme o amigo de Rodolfo e de meu primo Silas. Descobri que Silas tinha planejado tudo com Guilherme, na esperança de Rodolfo abandonar Juliana no altar e fugir comigo e deu certo. Rodolfo fugiu e Guilherme como passava os dias consolando Juliana, acabou por despertar nela carinho por ele e acabaram se casando.
Juliana não era feliz e eu me culpava por isso, meus outros irmãos também se casaram, mas não sabia como estavam.
Um dia Rodolfo, que nem de longe lembrava mais aquele belo rapaz que havia me apaixonado me disse que seu pai havia mandado uma carta pedindo que ele o fosse ver, Rodolfo saiu feliz. Meu sogro já era velho e Rodolfo viu aí uma chance de voltar às boas com o pai. Eu fiquei feliz também por ele.
Rodolfo não volto naquele dia nem no outro, eu não podia ir traz dele por causa das crianças, só me restava esperar.
Alguma coisa dentro de mim dizia que Rodolfo não voltaria mais, mas acreditava que era bobagem minha, até que um dia parou uma carruagem na  porta de casa, eu estava no quintal sai correndo na esperança de ser Rodolfo de volta, mas...

Continua...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Nossa Vidas- 8º Parte ( Pris Jardim)


Finalmente cheguei em casa depois de muito tempo, todas essas lembranças me deixaram com mais saudades da minha família. Não sabia como eles estavam e nem tão pouco como me receberiam, mas nada me importava, queria estar com eles. Quando cheguei percebi uma movimentação anormal em casa, Marcelo estava no portão parecia que adivinhara minha chegada.
- Carla, o que faz aqui? – Disse meio ressabiado.
- Nossa meu irmão, depois de tanto tempo é assim que me recebe?
- Desculpe, estou feliz em revê-la é que não sabia de sua volta.
- Decidi voltar após o falecimento de nossa tia, não via mais razão de ficar na Itália sozinha e estava morrendo de saudades de todos.
Marcelo me deu um abraço gostoso e entramos.
Dentro de casa estava um corre corre.
- O que está acontecendo e cadê todos?
- Hoje é o dia do casamento de Juliana.
Aquelas palavras me doeram na alma.
- Como hoje, pelas minhas contas já era pra eles terem se casados a um mês.
- Juliana ficou muito doente e tiveram que adiar a data.
- Mas como ela está agora? Ela está bem?
- Calma, foi uma pneumonia forte, talvez por ansiedade, não sei, mas agora está ótima e vai se casar hoje.
- Agora entendo sua reação ao me ver.
Minhas irmãs e minha mãe chegaram da modista,  quando minha mãe me viu correu para me abraçar.
- Minha filha que surpresa boa te ver aqui e bem no dia do casamento de sua irmã, você está tão bonita, a Itália te vez muito bem.
- Obrigada mamãe, mas acho que não poderei ir ao casamento da Juliana, não tenho roupa e estou exausta da viagem.
- Que bobagem minha irmã, tenho certeza que trouxe um belo vestido da Itália e poderá usa-lo em meu casamento.
-Oh, minha irmã estou tão feliz por você, desejo muitas felicidades para você.
- Estou feliz por você estar de volta Carla, mas também acho que não deveria ir ao casamento.- Disse Vanessa, com um ar de preocupação.
-Também estou feliz de estar de volta Vanessa.
Meu pai chegou com Roberto que quase desmaiou ao me ver.
- Carla, você aqui? Que hora para voltar.
- Não fale assim com sua irmã, seja muito bem vinda minha filha, estou feliz com sua volta e já ia mesmo mandar você voltar, estava com muitas saudades de você.
Entendi a reação de meus irmãos e eu mesma queria fugir dali e só voltar depois do casamento, mas já que estava ia enfrentar tudo de cabeça erguida.
Fui para meu quarto me refazer da noticia e rezar pra que tudo desse certo naquela noite, pois apesar do meu amor por Rodolfo, queria do fundo meu coração que eles fossem muito felizes. Fiquei algumas horas em meu quarto com a desculpa de descansar para o casamento até que minha mãe veio pedir minha ajuda para arrumar Juliana.
Ajudar minha irmã foi muito difícil, mal conseguia disfarçar meus sentimentos, Vanessa vendo meu desconforto disse que eu poderia ir me arrumar que ela terminaria de ajudar nossa mãe.
Voltei para o meu quarto e meu irmão Marcelo veio ver como eu estava.
- Minha menina, você está linda como nunca antes a tinha visto, os ares da Itália lhe fizeram muito bem.
- Ah, Marcelo se eu soubesse do casamento só teria voltado depois.
-Você não tem culpa, a carta que papai te mandou avisando que o casamento tinha sido adiado eu não mandei, pensei que seria melhor você pensar que Juliana já havia se casado, mas hoje vejo que fiz mal.
- Mas porque você não me mandou a carta, tinha medo que eu voltasse e que disse-se a verdade?
-Esse era meu medo, até porque Juliana ficou doente porque soube por um amigo de Rodolfo que seu verdadeiro amor era você.
- Como assim? Porque ele fez isso?
-Porque ele amava Juliana e pensou que se ela soubesse da verdade não se casaria mais, e quase não se casou mesmo, mas Rodolfo disse que era invenção, que ele realmente tinha amado você, mas não sentia mais nada e que queria casar-se com ela.
- Meu Deus, quanta coisa aconteceu enquanto eu estava fora.
- Papai sempre soube da verdade por isso te mandou pra Itália.
-Disso eu sabia ele mesmo me contou, não tenho magoa dele, ele fez o que achou certo de fazer, eu até tentei me interessar por alguém,mas não consegui, resolvi voltar porque estava só e com saudades.
- Carla, minha menina, eu te amo tanto e não queria ver seu sofrimento.
Marcelo me abraçou e chorei baixinho em seu ombro, porque eu ainda amava aquele homem, mas agora já era tarde o destino tinha tratado de nos afastar pra sempre.
Quando Rodolfo ficou sabendo que eu tinha voltado queria cancelar o casamento, mas sua família o obrigou a seguir com aquilo e enquanto eles brigavam os convidados me olhavam feio e diziam que a culpa do atraso do noivo era minha. Todos ficaram sabendo não sei como, mas por onde eu andava tinha olhares reprovadores em minha direção.
O casamento atrasou por duas horas, minha irmã nem percebeu porque estava cercada de tanta gente arrumando uma coisa aqui outra ali, até que o noivo finalmente chegou.
Meu pai estava furioso com tudo aquilo eu me coloquei em um canto meio escondido para não piorar a situação.
Juliana quando entrou no salão estava linda, parecia uma princesa, feliz e radiante. O casamento finalmente começou e tudo ia bem, meu primo Silas me olhava de longe de um jeito estranho e incomodo, mas não dei atenção para ele até que então...

Continua...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...