Pular para o conteúdo principal

Sonhos de um Anjo ( Pris Jardim) Parte 5

      
      Fabiana apesar de morar com os pais, passava muito tempo sozinha porque seus pais estavam sempre viajando a trabalho e ela espantava a solidão dando festas e mais festas.

-         Sami, onde está o Hiroshi? E que roupa maluca é essa? - perguntei.
-         Ele já está chegando e essa roupa é de dança famenca. Ele me pediu e eu faço tudo pelo meu japonezinho!
-         Você é maluca, isso sim!
-         MENINAS, VOCÊS CHEGARAM! Vamos beber e comemorar a volta de nosso amigo Roger às noitadas! - disse Fabiana.

      Eu levei um baita susto ao ver o Roger. Ele ainda estava um pouco inchado e machucado mas já estava com um copo de cerveja em uma das mãos e um cigarro na outra.

-         E aí gata! Pronta para outra?
-         Roger que surpresa boa ver você denovo!
-         É meu anjo, estou aqui pronto para outra.
-         Nem brinca com isso! Você quase morreu naquele acidente.
-         E aí Fabi? Não disse que ela me amava?

      Entramos na casa e fomos para a festa. Estavam todos muito felizes pela recuperação do Roger, todos bebiam, fumavam, dançavam, namoravam com sempre acontecia mas eu não me sentia mais bem naquele ambiante, sentia que não fazia mais parte de tudo aquilo.
      Hiroshi, quando avistou Samara vestida com aquela roupa ficou todo bobo, queria despi-la alí mesmo. Foi uma cena engraçada.

-         MINHA DEUSA! Você está lindíssima nessa roupa. Não vejo a hora de tira-la... - disse Hiroshi entusiasmado.
-         Tá maluco Hiroshi? Deu o maior trabalho para me vestir e você vem dizendo que quer tirar? Se fosse para você tirar eu teria vindo de Deusa do Olimpo, ela só usa um lençolzinho em volta do corpo.
-         Boa idéia minha deusa, na próxima festa você se veste assim para mim?
-         Hum. Só se for uma festinha particular!

      Todos deram muitas risadas com aquela situação. Samara e Hiroshi eram boas pessoas e viviam se mentendo em situações engraçadas e embaraçosas também.

      Gostaria de ter conhecido esses dois. Eles devem formar uma casal bem exótico: uma negra, um japonês...e atrapalhador ainda por cima... realmente deve ser muito engraçado!
      Realmente eles eram muito divertidos, passei bons momentos com eles, mas voltando à festa:

-         Angel, vem cá! Tenho uma da boa aqui para você!
-         Não Roger, já faz tempo que eu não uso nada disso e quero me manter assim.
-         Xiiii, que que é isso gata? Ficou careta?
-         É Roger, depois do acidente a nossa amiguinha virou santa. Não fuma, não bebe, nem às festas ela tem vindo mais. - disse Fabi.
-         É Fabi...era a falta do “papai” aqui, não era?
-         Não é nada disso, eu só comecei a ver a vida com outros olhos. Não quero ter que passar por aquilo novamente.

      Eu realmente não estava disoposta a experimentar mais nada, mas confesso que acabei bebendo um pouco vendo todos alí bebendo e fumando me deixei levar por aquela situação. Por mais que eu não quisesse era como se alguém estivesse me fazendo beber e ao mesmo tempo, bebendo junto comigo. Acabei ficando muito tonta e pedi à Fabiana para me deitar um pouco em seu quarto. Não me sentia nada bem. Quando me deitei na cama da Fabiana, parecia que tudo rodava, me sentia angustiada, nervosa...eram muitas coisas que eu sentia naquele momento. Comecei a pensar em Roberto, para pedir sua ajuda. Tentava rezar e não conseguia e acabei por adormecer.

-         Meu anjo, o que foi que você fez?
-         Beto? É você?
-         Sim minha querida. Depois de tudo o que lhe disse e expliquei, você voltou a beber?
-         Ah, meu amigo, eu não queria mas meus amigos estavam todos bebendo e eu acabei deixando me enfluenciar.
-         Essa realmente é a palavra: “influênciada”.
-         Como assim?
-         Você quando começou a beber, abaixou sua vibração e com isso alguns espíritos se aproximaram de você.

      Roberto me explicou que todos nós emitimos vibrações, que é nossa energia. Se estamos felizes, vibramos em frequências mais altas e atraímos coisas boas para nós, mas se estamos tristes ou se fazemos algo de errado como beber, fumar,  e até mesmo proferir palavras feias, isso faz com que nós vibremos em uma frequência mais baixa e atraimos coisas ruins para nós. No meu caso, como eu estava em um ambiente repleto de baixas vibrações, atraí para mim alguns espíritos que se aproveitam dessas situações para se utilizar de nossas energias.

-         Angélica querida, você está melhor?
-         Sim.
-         Você quer que eu lhe mostre o que realmente está acontecendo nesta festa?
-         Acho que...quero!
-         Venha comigo, pense em Deus o tempo todo e não tenha medo pois além Dele eu também estou com você. Segure minha mão.

Continua...

Comentários

Alma Aprendiz disse…
ah.....que pena!
Linda história!
Espero poder continuar sabendo o próximo capitulo heim...
Abraços querida!
Fique com Deus!
Lucinha disse…
Falar sério, hein!!!!

É pra matar a gente de curiosidade né? rsrsrsrsrsrs!!!!

Beijossssssssssss
flavia disse…
aff maria quando começa ficar bão lemos Continuação,isso não vale,isso é abuso de poder kkk so pq vc sabe que esta dando ibope kk
parabéns amiga to adorando e viciadissima kkk

Postagens mais visitadas deste blog

Poema de Cora Coralina

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. Cora Coralina

A Criança e o Adulto

A criança brinca com seu brinquedo distraída, o adulto olha atento a criança que está brincando e perdida em seus pensamentos.
Seus pensamentos na verdade são sonhos, enquanto brinca realiza o desejo de um futuro certo para ela.
O adulto olha a criança e se lembra de quando era criança, de seus sonhos e certezas e de como tudo ficou diferente e pensa: " Santa ingenuidade que nos faz tão bem, bom seria ser criança que não pensa, só brinca".
A criança olha o adulto e pensa: "Que bom que seus sonhos se realizaram e ele agora só pensa que tudo deu certo".
Ambos se entre olham e sorriem, a criança volta a brincar e a sonhar e o adulto volta a observar a criança e a suspirar: " Santa ingenuidade".

Pris Jardim

Parabéns para todas as Mães !